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IGT estranha UNTC-CS e diz que não soube das situações denunciadas pela Central Sindical

Anildo Fortes critica Joaquina Almeida que “prefere ir primeiro à comunicação social” em vez de comunicar as situações de alegado incumprimento à Inspeção-geral do Trabalho.
À Inspecção-geral do Trabalho não chegou qualquer pedido de intervenção ou denúncia relacionada com despedimentos, inclusive de trabalhadoras grávidas. O esclarecimento é do inspector-geral do trabalho, em entrevista Rádio de Cabo Verde.
 
“Na Inspecção-geral de Trabalho existe um procedimento para que possamos actuar quando há alguma infracção, nomeadamente através das denúncias e pedidos de intervenção. Devemos esclarecer que não recebemos qualquer pedido de intervenção ou qualquer denuncia que diz respeito  a despedimentos ilegais ou a despedimentos de mulheres grávidas. Até hoje não temos qualquer pedido neste sentido”.
 
Anildo Fortes diz ainda estranhar que a secretária-geral da UNTC-CS tenha falado desses supostos casos na comunicação social ao invés de comunicar á inspecção-geral do trabalho.
 
“Acreditamos que a UNTC-CS, assim como os outros sindicatos, devem instruir os trabalhadores aquando de qualquer infracção aos direitos laborais no sentido de se dirigirem às instituições próprias, fazendo as denúncias ou os pedidos de intervenção para que possamos actuar e agir em conformidade e repor a legalidade. Por isso, estranhamos que a senhora presidente da UNTC-CS prefere ir primeiro à Comunicação social do que de comunicar à Inspecção-geral do Trabalho essas situações alegadamente irregulares. Esta luta é uma luta de todos, seja da IGT, seja dos sindicatos, nós devemos congregar os esforços no sentido de melhorar as condições laborais e fazer face a eventuais situações e não querer a tirar protagonismos nesta situação. Temos de juntarmos para ultrapassarmos esta situação difícil que estamos a viver”.
 
O inspector-geral do trabalho adianta que tem sido prestado o apoio possível dadas as circunstâncias de momento mesmo através da linha grátis 800 27 27.
 
“Neste momento, as delegações de São Vicente e do Sal já estão a funcionar em pleno. Temos tido pedidos de esclarecimentos e pedidos de intervenção relacionados com algumas situações que temos procurado resolver, nomeadamente não pagamento de salários, etc. Temos algumas situações de empresas que não pagaram o solário de Março ou de Abril entre outras situações relacionadas, por exemplo, com férias”.
 
Inspector-geral do trabalho garante que não chegou qualquer pedido de intervenção ou denuncia relacionada com despedimentos inclusive de trabalhadoras grávidas á inspecção-geraldo trabalho.
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